Conhecer o mercado de trabalho para PCDs é importante, visando que os responsáveis por contratações não cometam equívocos nesse tipo de contratação. Afinal, é importante perceber que atualmente a legislação brasileira tem regras específicas em relação à contratação de pessoas com deficiência.

Entender mais detalhes sobre o mercado de trabalho para PCDs fará toda a diferença para que possa executar contratações que sejam de acordo com a legislação nacional. Visando que a empresa possa se favorecer por ser inclusiva, prezar pela diversidade e respeitar a legislação vigente.

Nós trouxemos diversas informações que vão fazer a diferença para que você possa saber mais sobre o mercado de trabalho para PCDs e adotar os cuidados e medidas mais adequados. Com o intuito de garantir que possa ter assertividade em suas contratações. Confira tudo a seguir.

O que é PCD?

PCD é a abreviação para pessoas com deficiência, termo que é utilizado para se referir a pessoas com deficiência física, mental, sensorial ou intelectual. O mesmo termo é utilizado para referir-se a pessoas que já nasceram com deficiência ou pessoas que possuem uma deficiência adquirida ao longo da vida.

É importante perceber que, ao contrário daquilo que a maior parte das pessoas acreditam, existe uma grande população no Brasil que se classifica como PCD e que está em idade adequada para ser inserida no mercado de trabalho. No entanto, uma série de fatores além do preconceito limita essa inserção.

Aspecto que precisa ser trabalhado em sociedade, para que seja possível garantir que essas pessoas possam ser inseridas no mercado. 

Classificação das deficiências: física, sensorial, intelectual e múltipla

Apesar de existir uma classificação ampla que delimita como “PCD” é importante perceber que o grupo de pessoas com deficiência é bastante diverso. 

Existem pessoas com deficiências físicas, outras com deficiências sensoriais, algumas com múltiplas deficiências e cada pessoa precisa ser devidamente inserida no mercado de trabalho.

De modo que, possa ocupar um espaço na sociedade sem sofrer discriminações ou encontrar dificuldade de ter uma vida digna. Uma vez que, toda pessoa precisa usufruir da própria capacidade de trabalho para gerar condições que propiciam qualidade de vida. Portanto, a oportunidade de emprego é uma porta que deve ser aberta pelas empresas para inserir pessoas com deficiência na sociedade.

Justamente para que essas pessoas tenham acesso a possibilidade de ter sua renda mensal garantida, para propiciar qualidade de vida, possam interagir com colegas de trabalho e ter um cotidiano que não seja limitado pelo preconceito. 

Afinal, a deficiência não incapacita necessariamente a pessoa para trabalhar. Algumas pessoas possuem deficiências físicas que limitam apenas o desempenho de algumas funções, podendo apresentar excelência em outras atividades.

Portanto, é interessante que as pessoas com deficiência não sejam vistas como incapazes. Ao contrário disso, é importante que elas tenham acesso aos estudos, possam se qualificar e atuar naquilo que gostam de fazer e possuem talento. 

Dar oportunidade para que as pessoas estudem, se descubram e possam se desenvolver profissionalmente é fundamental, justamente para que possam fazer parte da sociedade e ter um cotidiano satisfatório, com qualidade de vida e importância para a teia social. 

Estatísticas sobre PCDs no Brasil

Um ponto importante de observar é que, segundo o IBGE em pesquisa realizada no ano de 2019, 17,3 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, sendo que 49,4% dessa população é considerada idosa. Na proporção da faixa etária acima de 60 anos, a proporção de idosos deficientes é de um para cada quatro pessoas.

Ainda segundo a pesquisa, 28,3% das pessoas com deficiência estão em idade adequada para o trabalho. Infelizmente, a baixa escolaridade é uma barreira significativa que atinge 68% da população deficiente. Isso é mais de duas vezes maior em comparação com as pessoas sem deficiência, onde apenas 30,9% não concluíram o ensino fundamental.

Essa discrepância limita significativamente o acesso ao mercado de trabalho bem remunerado para as pessoas com deficiência. Superar essa barreira é essencial para manter a inclusão social e quebrar a imagem de que as pessoas com deficiência são invisíveis ou incapazes. Afinal, uma deficiência não é uma sentença negativa.

Como está o mercado de trabalho para PCDs?

Atualmente, existem legislações que garantem o acesso ao trabalho para pessoas com deficiência, tornando a contratação obrigatória para empresas. No entanto, o ideal é que todas as empresas se comprometam com a diversidade e inclusão.

A Lei de Cotas é fundamental, obrigando empresas de médio e grande porte a contratar PCDs. Segundo a Catho, muitos profissionais com deficiência estão em setores administrativos, buscando não apenas vagas reservadas para eles, mas também salários dignos. No entanto, muitos não são promovidos.

PCDs acreditam que as empresas cumprem a lei, mas não os promovem mesmo com bom desempenho. Portanto, buscam oportunidades que ofereçam melhores salários para garantir um estilo de vida adequado.

É importante que PCDs busquem oportunidades, atualizem suas habilidades e se envolvam em redes profissionais que promovam a inclusão. As empresas, por sua vez, devem aprimorar suas práticas para criar ambientes de trabalho verdadeiramente inclusivos.

Desafios enfrentados por PCDs na busca por emprego

Diante de tudo que já foi exposto até agora, é importante observarmos também alguns dos principais desafios que são enfrentados por pessoas com deficiência no dia a dia. De modo que, as empresas possam se organizar melhor para acolher essas pessoas. Tendo em vista que, evitar dificuldades desnecessárias é por si só um ato importante, entenda:

1. Falta de acessibilidade no local de entrevista

Um dos principais desafios que muitas vezes não é percebido pela equipe de RH é justamente que o local da entrevista não é acessível para pessoas com deficiência. Seja por ser uma localização onde não existem pontos de ônibus ou pontos de transporte público de fácil acesso nas proximidades da empresa ou ainda por não existirem calçadas que permitam a pessoa transitar sozinha de cadeira de rodas, por exemplo.

Observar as condições do entorno de onde a entrevista é feita é um fator muito relevante para que desde o começo dessa relação a empresa se mostre eficiente em adaptar o espaço para que o funcionário deficiente possa realmente vir a ser contratado e passar a frequentar o prédio da instituição.

Uma das formas de lidar com a questão é simplesmente procurar disponibilizar para as pessoas com deficiência a possibilidade de fazer a entrevista utilizando ferramentas virtuais. Dessa forma, a pessoa não precisa sair de casa e enfrentar as dificuldades de mobilidade urbana até chegar ao local. 

Uma vez definida a pessoa que irá ocupar o cargo disponível na empresa, o time responsável poderá conduzir as adaptações necessárias para que a rotina de trabalho possa ser favorecida. De modo que, o cotidiano na empresa seja satisfatório e saudável.

2. Estereótipos e preconceitos

Não é raro que os PCDs enfrentem estereótipos e preconceitos por parte de empregadores e colegas. Esses estigmas podem levar à discriminação durante o processo de seleção e por isso, as pessoas não conseguem empregos com salários dignos.

3. Desconhecimento das empresas

Algumas empresas ainda não compreendem completamente as capacidades e potenciais contribuições das PCDs. Isso pode resultar em decisões de contratação baseadas em equívocos sobre as habilidades e competências desses profissionais, reduzindo o potencial aproveitamento desses profissionais na empresa.

Afinal, se os estereótipos fazem com que a pessoa seja contratada para uma função quando ela tem capacidade de entregar muito mais, é natural que essa pessoa fique desmotivada ao longo do processo. Desencadeando maior possibilidade de um pedido de demissão precoce.

4. Falta de oportunidades de desenvolvimento

PCDs podem enfrentar dificuldades para acessar oportunidades de desenvolvimento profissional, treinamentos e programas de capacitação, o que afeta negativamente sua progressão na carreira.

5. Limitações de mobilidade

Algumas deficiências podem causar limitações de mobilidade, o que pode ser um desafio em ambientes de trabalho que não são adequadamente adaptados ao local de emprego. Fazendo com que a pessoa desista de continuar na empresa por causa da dificuldade de acesso ao local. O que é um problema para o PCD e também para a empresa.

Uma vez que, o mercado de trabalho para PCD evoluiu justamente por causa da adaptação das empresas e força da legislação em vigor. Se a empresa não se atenta, terá dificuldade de manter no time qualquer pessoa com o mesmo tipo de deficiência, justamente pela falta de acessibilidade. E isso pode desencadear multas em eventuais fiscalizações.

Qual a importância da contratação de PCDs?

A contratação de PCDs é de suma importância para o desenvolvimento das empresas, obtenção de resultados acima da média e desenvolvimento do mercado de trabalho. 

Tendo em vista que, quando as empresas são mais inclusivas, toda a sociedade é diretamente beneficiada. Portanto, trouxemos alguns fatores que revelam a importância da contratação, entenda:

Inclusão social e diversidade como vantagens competitivas

A contração de pessoas com deficiência gera inclusão dessas pessoas em um ambiente corporativo, onde possam se desenvolver, fazer amizades e vivenciar a jornada profissional em sua plenitude. Esse tipo de inclusão é benéfico para a pessoa e para a empresa.

Uma vez que, a diversidade no ambiente corporativo impacta na criatividade e potencial de resolução de problemas do negócio. Contribuindo significativamente para que a empresa tenha facilidade de lidar com dificuldades impostas pelo mercado e até mesmo problemas como crises financeiras que o setor venha passando. 

A diversidade e inclusão dão voz para soluções criativas e possibilitam o crescimento do negócio mesmo em momentos adversos.

Impacto positivo na imagem e cultura corporativa

A empresa que realmente vivencia aquilo que acredita tem vantagem competitiva. Afinal, sua imagem é mais positiva perante o público que percebe coerência nas atitudes dos gestores. A crença de uma empresa diversa, inclusiva e acolhedora é parte da cultura e é refletida no dia a dia, a partir de contratações assertivas.

Isso é muito positivo para atender as expectativas daquele público que é mais exigente e deseja se relacionar com marcas que respeitam as mesmas crenças que os consumidores. Além de ser positivo para todos que se sentem incluídos e acolhidos na empresa onde atuam todos os dias.

O que diz a Lei de Cotas?

A Lei nº 8.213/91, também conhecida como Lei de Cotas, foi promulgada no Brasil com o objetivo de promover a inclusão social e a igualdade de oportunidades para pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Para tal, são adotadas diversas estratégias descritas na Lei, visando obter um resultado que realmente impacta a sociedade positivamente, entenda:

1. Reserva de vagas

A Lei estabelece que as empresas com 100 ou mais funcionários devem preencher uma porcentagem de seus cargos com beneficiários do INSS reabilitados ou pessoas com deficiência. A porcentagem varia de acordo com o tamanho da empresa, indo de 2% a 5% do total de funcionários da organização.

Dessa forma, as empresas maiores contratam mais pessoas com deficiência, o que é interessante do ponto de vista do poder econômico da empresa. 

Uma vez que, é mais viável para empresas de maior porte investir para que as adaptações necessárias possam ser feitas visando receber pessoas com deficiência em um ambiente acolhedor e que não dificulte a rotina de trabalho da pessoa.

2. Tipos de deficiência

A legislação considera como deficiência o que se enquadra na categoria física, auditiva, visual, mental ou múltipla. A empresa deve reservar vagas proporcionalmente a cada uma dessas categorias para que possa cumprir com as normas da legislação. Errar na proporção abre brechas para multas e sanções.

3. Reabilitação profissional

A lei incentiva programas de reabilitação profissional para que pessoas com deficiência possam se integrar ao mercado de trabalho. As empresas são encorajadas a oferecer oportunidades de treinamento e desenvolvimento para esses profissionais, visando garantir que eles possam ocupar cargos compatíveis com suas habilidades e condições.

4. Fiscalização e Penalidades

É importante perceber que todas as empresas devem funcionar em conformidade com a legislação vigente. Para tal, os órgãos governamentais como o Ministério do Trabalho, são responsáveis por fiscalizar o cumprimento da Lei de Cotas. As empresas que não cumprem as exigências podem enfrentar penalidades, como multas.

Portanto, a adaptação do ambiente de trabalho é fundamental para que seja possível garantir que a empresa esteja de acordo com as normas existentes. Garantindo que além de contratar profissionais PCD, seja possível mantê-los na empresa com pleno desempenho das atividades e aproveitando a possibilidade de progredir na própria carreira.

A importância da política de inclusão na empresa

A contratação de PCDs é crucial por várias razões. Primeiramente, por promover a inclusão social e profissional, oferecendo oportunidades iguais no mercado de trabalho. Além disso, contribui para a diversidade e a promoção de ambientes mais ricos e inovadores. O que é extremamente benéfico para empresas que desejam crescer.

A contratação de PCDs não é apenas uma questão de responsabilidade social, mas também faz sentido do ponto de vista empresarial. Pessoas com diferentes habilidades e perspectivas podem trazer soluções criativas para os desafios do trabalho, impulsionando a inovação e crescimento da empresa.

No entanto, é importante perceber que para uma empresa ser realmente inclusiva, é necessário existir um compromisso com a diversidade e igualdade. Uma vez que, isso exige treinamento e conscientização dos colaboradores que não podem ser preconceituosos com o novo colega.

Quando a equipe é treinada e existe o desenvolvimento de políticas internas de inclusão, é natural que o ambiente seja acolhedor e desde o onboarding e isso faça com que os pedidos de demissão sejam reduzidos. Aspecto que é muito importante para todos os profissionais e para reduzir custos da empresa

É importante ser inclusivo como cultura da empresa

A empresa deve ser inclusiva para além da contratação de pessoas com deficiência física. É fundamental que ocorra o desenvolvimento de políticas internas, com treinamento e conscientização dos colaboradores que devem ocorrer de forma frequente.

Todos devem assumir o compromisso com a diversidade e igualdade, justamente para fomentar uma política interna que favorece o trabalho com equidade, respeito e um ambiente onde todos podem se desenvolver. Afinal, a cultura da empresa deve ser de respeito e inclusão real e não apenas uma frase repetida sem aplicação prática.

Como incluir PCDs na empresa?

Todo gestor de RH precisa saber quais são as medidas necessárias para incluir PCDs na empresa de forma adequada, visando que seja realmente uma inclusão coerente. Confira dicas práticas:

1. Processo de recrutamento inclusivo

É importante que o processo de recrutamento seja inclusivo. Para tal é interessante divulgar que a vaga aceita profissionais com deficiência e adaptar a empresa para que o recrutamento possa ocorrer de forma saudável para todos os envolvidos no processo. 

Tendo em vista que, o próprio processo não pode ser criado com falta de cuidado para evitar que ele seja uma barreira por si só.

2. Adaptações na infraestrutura 

A infraestrutura da empresa pode requerer adaptação, como a colocação de rampas de acesso, adaptação de banheiros e uma série de espaços. De modo que, seja possível receber funcionários e clientes com deficiência no dia a dia.

3. Programas de acessibilidade e capacitação

É fundamental disponibilizar programas de acessibilidade e capacitação. Com o intuito de garantir que seja possível não só contratar como manter o profissional como parte do dia a dia da empresa sem que existam barreiras que impeçam essa integração. Eliminar as barreiras é um cuidado crucial para uma adaptação facilitada.

4. Integração e apoio contínuo

É necessário apresentar o profissional, para que exista integração e apoio contínuo. Justamente para que toda a equipe esteja consciente da importância do novo colaborador, quais são suas habilidades e limitações. Quando todos estão bem informados, não sobram espaços para atitudes preconceituosas.

Quais as adaptações necessárias na empresa para receber PCDs?

Além da dificuldade de encontrar profissionais qualificados com deficiência para vagas abertas na empresa é importante perceber também que existem demanda de adaptação do espaço para que esse profissional possa desempenhar suas funções no dia a dia do negócio, trouxemos alguns pontos, confira:

Modificações na estrutura física

Em muitos casos a empresa precisa passar por pequenas modificações na estrutura física com o intuito de se tornar mais acessível para que as pessoas com dificuldades de mobilidade consigam transitar no local. Como o uso de rampas de acesso, elevadores e barras de segurança nos banheiros, por exemplo.

As mudanças são essenciais para cumprir as normas, visando que além de trabalhar no local com eficiência, o profissional consiga ter conforto, podendo usar todas as dependências da empresa com total segurança no dia a dia.

Flexibilidade no ambiente de trabalho

Oferecer flexibilidade de horário, por exemplo, é uma das medidas interessantes para que a pessoa com deficiência tenha facilidade de chegar ao ambiente no qual trabalha. Perceba que é muito mais fácil acessar a empresa de cadeira de rodas, por exemplo, pegando ônibus fora do horário de pico.

Se a pessoa tem um turno com horário alternativo, fica mais tranquilo evitar conduções lotadas, que possibilitam a chegada do profissional em horário mais condizente com sua mobilidade até o local de trabalho. 

Outra possibilidade é justamente oferecer flexibilidade para que se possa trabalhar à distância alguns dias da semana. Ter turnos flexíveis que se adaptam à rotina do profissional, seja ele deficiente ou não, é interessante por aumentar o engajamento com o trabalho e consequentemente a produtividade.

Acessibilidade digital

Muitas vezes é necessário disponibilizar vagas de forma que as pessoas tenham facilidade de encontrar, como é o caso da distribuição do anúncio nos meios digitais, em formato fácil de compreender. Para que uma pessoa deficiente possa entender o anúncio e se candidatar caso tenha o perfil.

Além disso, é preciso que a empresa tenha sistemas com os quais as pessoas possam se habituar a trabalhar, existindo facilidade no âmbito do treinamento de uso das ferramentas digitais do negócio. Dessa forma, haverá inclusão real desde a tentativa de contratação até a adaptação no dia a dia da empresa.

Quais as dificuldades na contratação de PCD?

Existem muitas dificuldades ainda que envolvem a contratação de PCD para as empresas. Por isso, trouxemos alguns pontos de reflexão importantes, confira quais são:

Barreiras atitudinais

O comportamento é uma barreira na hora da contratação. É importante que a pessoa se prepare para a entrevista, entendendo que existem vários candidatos disputando a mesma vaga e que seu comportamento está sendo analisado. 

O que demanda revelar respeito, compromisso com a oportunidade e uma série de outros detalhes que o comportamento da pessoa revela.

Se o colaborador pressupõe que a empresa necessita dele para preencher vagas PCD e isso lhe dá o direito de agir de qualquer forma durante a entrevista, é natural que o seu comportamento seja uma barreira que o impede de alcançar sucesso na carreira.

Falta de conhecimento sobre adaptações necessárias

A falta de conhecimento sobre as adaptações necessárias para que a pessoa desempenhe as funções para as quais foi contratada é um aspecto que acaba limitando de forma muito significativa. Uma vez que, dificulta a adaptação do novo colaborador ao espaço de trabalho e isso é muito prejudicial no dia a dia. 

Desafios na comunicação

Em alguns casos, a comunicação é uma barreira por causa da deficiência da pessoa. Exigindo que seja necessário trabalhar novas formas de se comunicar para incluir o novo colaborador. Por isso, o treinamento é um aspecto tão importante para que essa adaptação exista de forma saudável.

Como recrutar e contratar PCD?

Antes de mais nada, é preciso que todos os envolvidos na contratação tenham consciência de que pessoas com deficiência não são frágeis ou incapazes. Quebrando esse tipo de mito é possível fazer entrevistas acessíveis e entender o que o profissional terá para agregar ao time.

Afinal, o processo visa justamente selecionar aqueles que possuem o conjunto de habilidades necessárias para desempenhar a função na empresa. Por isso, é importante desenvolver uma avaliação justa das competências de cada candidato. Aproveite para saber mais sobre a contratação de PCD e usar nossas dicas no processo seletivo de sua empresa.

Quais os obstáculos enfrentados pelos PCD’s?

Infelizmente, mesmo com tanta informação e evolução social, ainda existem muitos obstáculos que são enfrentados pelas pessoas com deficiência nos dias atuais. Nós trouxemos alguns apontamentos e reflexões sobre tais obstáculos, confira:

Preconceito e discriminação

Infelizmente, o preconceito e discriminação ainda são as principais barreiras que precisam ser enfrentadas. Tendo em vista que inviabilizam os estudos, acesso ao emprego e reforçam estereótipos sobre PCDs. O ideal é que as pessoas abram mão dessas crenças e deem oportunidades aos profissionais de provarem que são competentes na prática.

Barreiras de acessibilidade

A acessibilidade é uma forte barreira que impede as pessoas de acessarem até mesmo os locais de entrevista. Por isso mesmo, é importante que todas as empresas que desejam ser inclusivas comecem o processo com a adaptação do prédio onde atuam. Justamente para que seja possível vencer essas barreiras. 

O RH e a presença de PCDs no mercado de trabalho

Cabe ao profissional de RH desenvolver estratégias de inclusão, trabalhando em parceria com instituições e órgãos de apoio, que podem conectar empresas e profissionais com deficiência. Além disso, podem ajudar na fase de adaptação e treinamento da equipe para receber o novo colega.

Visto que, o RH deve estar ciente de que não é uma adaptação convencional e que precisará prestar suporte de qualidade para que o processo se dê da melhor maneira possível. Desencadeando uma real integração entre os colegas de empresa.

Conclusão

Infelizmente muitos gestores ainda não se deram conta da importância dos profissionais com deficiência para compor seus times. Diante disso, acabam perdendo oportunidades diariamente e isso se reflete em um mercado de trabalho pouco inclusivo.

Mesmo com a melhora contínua apresentada nos últimos anos, ainda há muito espaço para promover a diversidade e igualdade nas empresas. O que demanda um trabalho contínuo e esforço de todas as empresas que estão dispostas a fazer adaptações e vencer estereótipos. 

Aproveite que agora sabe mais sobre Lei de Cotas e Empregabilidade de PCDs para promover igualdade no mercado de trabalho disponibilizando vagas para profissionais que tenham capacidade de desempenhar a função, sejam eles deficientes ou não.